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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O velho, o menino e o burro...


 


Para quem, porventura, esteja ouvindo alguma reclamação. 
 
Diz a antiga fábula...
 
Um velho e um menino seguiam pela estrada montados num burro. Pelo caminho, as pessoas com as quais cruzavam diziam:
 
─ Que crueldade a desses dois! Querem matar o burro!
 
O velho, preocupado com os comentários, mandou o menino descer. 
 
Adiante, outras pessoas diziam:
 
─ Que velho malvado, refestelado no burro, e o menino, coitado, andando a pé!
 
O velho desceu do burro e mandou o menino montar. 
 
Passando por outro vilarejo, outras pessoas comentaram:
 
─ Onde já se viu coisa igual? Um menino cheio de vida, montado no burro, e o velho a caminhar pela estrada!
 
Ao ouvir tal comentário, o velho mandou o menino descer e ambos, com muito esforço, tentaram carregar o burro, até que um sujeito vendo a cena absurda, observou:
 
– Esses dois são muito burros!
 
Moral da história: é impossível agradar a todos.
 
E se, em caso de alguma exceção, for possível, será... burrice.
 
Já dizia Nelson Rodrigues:
 
– Toda unanimidade é burra!
 
http://www.marcoeusebio.com.br/coluna/o-velho-o-menino-e-o-burro--/19541

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Idosos podem pedir até dezembro isenção de IPTU no DF

17 novembro 2011

Conciliação fiscal

Os idosos com mais de 65 anos de idade poderão pedir, até o final de dezembro deste ano, a isenção do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Para obter a isenção, o imóvel deve ser o único de propriedade do idoso, servir de residência para ele ou sua família e ter até 120 metros quadrados. Além disso, o idoso deve ser aposentado ou pensionista e receber até dois salários mínimos. As regras, que devem ser comprovadas na Secretaria de Fazenda do Distrito Federal, estão prevista no artigo 5º, inciso VII, da Lei Distrital 4.072/2007.

Já as dívidas com relação ao IPTU e com a TLP (Taxa de Limpeza Pública) podem ser negociadas durante a 2ª Semana de Conciliação Fiscal, que acontece de 21 a 24 de novembro, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. O horário do atendimento ao público será de 12h às 18 horas, no Auditório Sepúlveda Pertence, no Bloco A, Térreo, do TJ-DF. O cidadão que não for intimado, pode se cadastrar no site do TJ-DF.

Mesmo o cidadão que não tiver se cadastrado, será atendido por ordem de chegada, desde que leve todos documentos pessoais e do imóvel. A semana de conciliação fiscal também vai atender quem possui outros débitos com o governo do Distrito Federal, oferecendo facilidades como o parcelamento da dívida com 5% de entrada e o restante em até 60 vezes. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-DF.


Revista Consultor Jurídico, 17 de novembro de 2011






terça-feira, 8 de novembro de 2011

Chico Vigilante acusa distritais de pagarem por denúncia durante plenária


Jacqueline Saraiva
Ricardo Taffner

Publicação: 08/11/2011 17:30Atualização: 08/11/2011 19:16

As últimas denúncias que envolvem o governador Agnelo Queiroz viraram debate na sessão plenária da Câmara Legislativa nesta terça-feira (8/11). A sessão começou por volta das 16h com o deputado Chico Vigilante (PT) entregando um documento que aponta que o ex-funcionário da indústria União Química Farmacêutica Daniel Tavares teria procurado a Comissão dos Direitos Humanos, presidida pela deputada Celina Leão, no último dia 23, um domingo, para fazer uma denúncia contra o governador Agnelo Queiroz. Para confirmar a denúncia, o lobista teria pedido dinheiro e um bom emprego à distrital, pois teria de sair da cidade.

Vigilante disse ser estranho uma presidente de Comissão ouvir alguém no domingo. Ainda pelo fato de ele ter pedido dinheiro e Celina não tê-lo denunciado. A distrital Celina Leão retrucou, dizendo que só o ouviu porque Tavares pediu urgência por sentir-se ameaçado.

Chico Vigilante também afirmou, no plenário, que recebeu um vídeo de uma entrevista de Tavares a uma rede de televisão do Distrito Federal, em que o lobista conta que as distritais Eliana Pedrosa e Celina Leão teriam oferecido R$ 400 mil para confirmar a denúncia contrga o governador Agnelo Queiroz.

Além dos R$ 400 mil, Vigilante disse que o lobista também iria receber uma mesada de R$ 10 mil por um ano e um aluguel em Águas Claras, no valor de R$ 4 mil. De acordo com o distrital do PT, Tavares teria recusado a proposta. Ainda na entrevista, segundo Chico Vigilante, Tavares afirma que não há nenhuma acusação contra Agnelo Queiroz.

A deputada Eliana Pedrosa, por sua vez, contou que ela e Daniel Tavares já se conheciam e que ele a procurou no domingo (23/10) para contar sua história. "Ele disse que vinha sendo ameaçado, que um carro o perseguia constantemente e ele chegou a registrar um boletim de ocorrência em uma cidade do Entorno do DF", contou. Pedrosa disse que, com medo, ele a procurou.

Celina e Pedrosa dividiram o microfone para se defender da acusação. Celina colocou-se à disposição para que a alegação de Vigilante fosse comprovada. "Sugiro, inclusive, uma quebra de sigilo telefônico de nós duas (Celina e Eliana)", disse a distrital. "Eu fui testemunha da situação na qual Tavares se encontrava. Ele deu detalhes em linha de tempo", afirmou.

Em outro vídeo divulgado nesta tarde, o lobista Daniel Tavares diz que não aceitou fazer nenhuma denúncia contra o governador Agnelo Queiroz. Confira trecho do depoimento de Tavares no vídeo abaixo.

 


Após a sessão, as deputadas seguiram até a Polícia Federal para entregar o vídeo onde Tavares confirmaria a propina, além de uma cópia de um recibo no valor de R$ 5 mil de transferência bancária de Tavares para Agnelo.





Grana em troca de acusação contra Agnelo Queiroz

Enviado por Ricardo Noblat - 8.11.2011 | 15h03m
Política
Daniel Almeida Tavares, ex-funcionário do laboratório União Química, disse há pouco no programa Balanço Geral, da TV Record de Brasília, que as deputadas distritais Celina Leão (PSD) e Eliane Pedroza (DEM) lhe ofereceram R$ 400 mil e mais uma mesada durante um ano para que acusasse o governador Agnelo Queiroz (PT-DF) de ter recebido propina do laboratório. As deputadas negam.
Daniel admite ter gravado um vídeo com acusações contra Agnelo. Não explica por que se arrependeu.



sábado, 5 de novembro de 2011

Vizinhos queimam bandeiras do Brasil contra avanço do "novo império", diz New York Times

Postado por Marco Eusébio, 05 de Novembro de 2011 às 10:16     
Após décadas ficando só na plateia assistindo (e muitas vezes aplaudindo) protestos feitos mundo afora contra o imperialismo dos Estados Unidos quando figurava entre os pobres, o emergente Brasil deve começar a se acostumar a ver suas bandeiras queimadas nos países vizinhos. Matéria do jornal The New York Times intitulada "Brazil’s Long Shadow Vexes Some Neighbors" (algo como "Grande sombra do Brasil irrita alguns vizinhos"), mostra que o nosso país está tomando o lugar dos EUA em protestos contra seu poderio econômico na América Latina.
Com a foto acima, o influente diário estado-unidense destaca manifestação de indígenas na vizinha Bolívia realizando uma longa marcha nas planícies centrais de La Paz para protestar contra um projeto brasileiro de construir estrada cortando o território boliviano. Os índios criticam o irmão presidente Evo Morales chamando de "lacaio do Brasil" ("Llunk´u do Brasil", dizia um dos cartazes em Quechua, língua indígena). Primeiro presidente indígena da Bolívia e ambientalista confesso, Evo de repente viu-se em desacordo com uma parte importante da sua base política, defendendo o projeto brasileiro que pode aumentar o desmatamento, informa o jornal.
Na imprensa boliviana, intelectuais tem destacado a tendência "imperialista" da burguesia industrial e financeira que parte de São Paulo, comparando-a aos bandeirantes, caçadores de escravos que expandiram as fronteiras do Brasil colonial. "O poder mudou de um lado da Avenida Arce para o outro", disse Fernando Molina, colunista de um jornal da capital boliviana, referindo-se à rua em La Paz onde a residência do embaixador brasileiro fica em frente à embaixada altas dos EUA. Depois dos protestos, Evo Morales cedeu às pressões e descartou a estrada no território, diz o jornal estado-unidense.
A tal estrada barrada pelos indígenas bolivianos seria um dos trechos da famosa rota bioceânica que o ex-governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, tanto falava na época do governo de seu companheiro Lula. Se ainda não virou realidade, aos poucos, sob protestos ou não, a rota vai avançando com uma estrada aqui, outra ali, cortando caminho nos territórios vizinhos para levar produtos brasileiros aos portos do Chile no oceano Pacífico. Isso evitaria a enorme volta que dos navios que saem dos portos de Santos e Paranaguá e baratearia enormemente o frete, tornando os preços dos produtos tupiniquins bem mais competitivos no mercado internacional.
PARAGUAI E OUTROS PAÍSES
Os protestos contra o Brasil não se restringem à vizinha Bolívia. O New York Times enumera outros exemplos, como o projeto de construir uma estrada através das selvas da Guiana para a costa, parado por causa de temores de que o Brasil poderia superar seu pequeno vizinho com a migração e comércio. Na Argentina, autoridades suspenderam grande projeto de uma mineradora brasileira, acusando-a de não contratar moradores locais o suficiente. Tensão no Equador levou uma hidrelétrica na planta a provocar uma batalha jurídica e na Amazônia peruana índios protestam contra projeto de uma barragem.
O NYT cita que, embora empresas de outros países, como a China, também estejam se expandido rapidamente na América Latina, o Brasil é o principal alvo dos protestos "por ser o maior país da região com cerca de 200 milhões de pessoas e o tamanho e ousadia de sua ascensão ao longo dos últimos dez anos ajudam a explicar algumas das tensões que gerou". O diário divulga ainda o caso dos "brasiguaios" no vizinho Paraguai. "Centenas de milhares de imigrantes brasileiros e seus descendentes se instalaram no Paraguai, muitas vezes, comprando terras para agricultura em grande escala em um país com uma população muito menor. Chamados brasiguaios, eles têm sido comemorados por ajudar a expansão da economia do Paraguai e demonizados por controlar grandes extensões de terra, às vezes levando ativistas rurais a queimar a bandeira brasileira", descreve o texto.
"Quando Kissinger veio para o Brasil mais de três décadas atrás, ele advertiu a seus anfitriões que eles poderiam acabar por ser temido do que amado por seus próprios vizinhos", lembrou Matias Spektor, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O embaixador brasileiro na Bolívia, Marcel Biato, justifica os financiamentos e investimentos feitos pelo Brasil nos países vizinhos. "Queremos que o Brasil seja rodeado por países estáveis e prósperos", disse ao NYT.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Painéis digitais exibem filme pornô em Hospital Regional de Planaltina


Circuito interno de tevê exibe filme pornô em emergência de hospital


Publicação: 05/11/2011 17:51Atualização: 05/11/2011 20:57


Após um suposto erro na conexão da tevê a cabo, pacientes que aguardavam atendimento médico no Hospital Regional de Planaltina, no Distrito Federal, foram surpreendidos por imagens de um filme erótico no lugar programação educativa de saúde. Em nota, a assessoria de imprensa do hospital afirmou que o vídeo ficou no ar por apenas alguns segundos nos painéis digitais, instalados no Pronto-Socorro.

Uma ocorrência foi registrada na 16ª Delegacia de Polícia, que é responsável pela região. Segundo a direção do hospital, a suspeita é de que houve uma ação de hackers, que podem ter invadido o computador gerador das imagens, já que a programação é alimentada pela internet. A direção também informou que já foi providenciada a abertura de uma sindicância para verificar se houve envolvimento de servidores que trabalhavam no plantão.

domingo, 30 de outubro de 2011

Parte do teto desaba no Hospital de Planaltina, no DF

30/10/2011 12h15 - Atualizado em 30/10/2011 12h15

Funcionários dizem que local do acidente foi reformado há dois meses.
Corredor está isolado aguardando a análise de engenheiros.

Do G1 DF, com informações do DFTV
Parte do teto de um corredor do Hospital de Planaltina, região a 38 quilômetros do centro de Brasília, despencou na madrugada de sábado (29). O local fica entre o Pronto Socorro e a antiga área de Ortopedia.

Segundo funcionários, o acidente aconteceu por volta de 2h em um prédio que teve uma reforma concluída há dois meses. A reforma do Hospital de Planaltina durou cinco meses e custou R$ 1,9 milhões.

A assessoria do hospital disse que a queda do teto foi causada por uma rachadura e que o corredor não fica na parte reformada. Foi informado também que o local está isolado aguardando a análise de engenheiros na segunda-feira (31).


Veja o vídeo: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2011/10/parte-do-teto-desaba-no-hospital-de-planaltina-no-df.html




sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Policiais e bombeiros são acusados de mau uso da carteira funcional

Publicação: Sexta-feira, 28/10/2011 às 08:00:19 Atualização: 28/10/2011 às 11:18:35
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Tem se repetido, nos últimos dias, casos de policiais que se envolvem em confusão em casas noturnas. Para piorar a situação, a maioria usa a carteira funcional e a prerrogativa de ser agente da lei para dar a famosa “carteirada”. Este tipo de atitude tem sido recorrente também em shows e eventos.

Os números do mau uso da carteira funcional feito por pessoas que deveriam cumprir e zelar pela lei são assustadores. Produtores de shows e donos de casas noturnas garantem que, em grande eventos, chegam a receber até 400 carteiradas de profissionais da Segurança Pública “trabalhando”.

A fila dos carteiras é enorme. Um produtor, que prefere não se identificar, afirma: “Eles são tão caras de pau que afirmam estar trabalhando”. E completa: “Um show com 400 policiais militares, civis, federais e bombeiros deveria ser um dos lugares mais seguro do DF”.

Mas não é segurança que os frequentadores encontram em shows, casas noturnas e boates com a presença dos que dão carteirada. Dois grandes e negativos exemplos foram protagonizados por homens da lei. Na madrugada de ontem, o soldado J.P.A.J., 34 anos, do 17º Batalhão da Polícia Militar (Águas Claras), que também teria entrado em uma casa noturna na cidade usando a carteira da PM, atirou para o alto, após um suposto desentendimento.

Ele estaria embriagado e teria usado uma pistola .40, da instituição. Foi autuado, pagou R$ 1 mil como fiança e foi liberado por ser um crime com até quatro anos de reclusão. 

 Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br - http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/noticia.php?id=372177




sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cavalo é resgatado dentro de cisterna em Planaltina

Publicação: Sexta-feira, 21/10/2011 às 13:32:12
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Um cavalo foi encontrado dentro de uma cisterna na manhã desta sexta-feira (21) em Planaltina. O animal foi encontrado por uma pessoa que passava pelo local, que imediatamente ligou para o Corpo de Bombeiros para pedir ajuda.
Foram necessários cinco homens para retirar o potro, que teve que ser resgatado com o auxílio de duas cordas. A comunidade do local disse que é muito comum animais caírem em cisternas, que em sua maioria ficam abertas.




Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Planaltina e Riacho Fundo I ficam sem água nesta semana

Publicação: Segunda-feira, 17/10/2011 às 08:50:46

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As cidades de Planaltina e Riacho Fundo ficarão sem água nesta semana. De acordo com a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), as paralisações acontecerão nesta terça e quarta-feira, 18 e 19, respectivamente. Na terça-feira, as QNs e CLNs 03, 05 e 07, as áreas especiais destas quadras e as quadras 01, 02, 03 e 04 do Setor de Oficinas ficam sem água das 08h30 às 14 horas, para que técnicos da companhia realizem manutenção no sistema de abastecimento. Já na quarta-feira, o Setor Residencial Buritis III fica sem água das 08h30 às 14 horas, para que seja feita manutenção no sistema. O usuário que tiver dúvidas pode entrar em contato com a Caesb pelo telefone 115 ou através do site www.caesb.df.gov.br.
Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br - http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/noticia.php?id=370001&secao=N
 
 
 

sábado, 15 de outubro de 2011

A ética da Globo, segundo Jô Soares

STJ resiste em transmitir sessões ao vivo


AGêNCIA BRASIL

15/10/2011
A maioria dos tribunais superiores brasileiros começou, na última década, a investir na transmissão ao vivo de julgamentos pela internet, TV ou rádio. A ideia era seguir o mesmo padrão de transparência alcançado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que começou a transmitir suas sessões ao vivo em 2003. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), no entanto, resiste em avançar além da exibição de matérias jornalísticas, embora esteja apto a transmitir em tempo real tudo o que ocorre lá dentro.

No total, 41 câmeras registram os órgãos julgadores, auditório e salas de conferências e de audiências do STJ. Hoje, esse material é transmitido ao vivo, na íntegra, mas apenas para os funcionários do STJ, no sistema fechado da intranet. De acordo com assessoria do tribunal, os ministros nunca deliberaram sobre a possibilidade de tornar o sinal público. No entanto, cinco ministros ouvidos pela Agência Brasil admitem que o assunto já foi debatido informalmente e que o projeto foi deixado de lado devido à resistência de alguns ministros de se expor, especialmente em temas polêmicos.

Uma das alternativas citadas pelos ministros para contornar essa situação é a edição das transmissões para evitar a divulgação de discussões ao vivo, uma das principais críticas ao modelo atual do STF. Outra ala, porém, defende a divulgação sem cortes, já que os julgamentos são públicos e qualquer pessoa pode ter acesso aos debates das turmas e seções se comparecer ao STJ.

Um dos ministros diz que a impopularidade de algumas decisões, como as recentes anulações de operações da Polícia Federal, pode ser uma barreira para as transmissões ao vivo. A influência de políticos e empresários que respondem a ações na corte, a maioria tratada em sigilo, também colaboraria para que os assuntos ficassem restritos ao tribunal.

As transmissões pela intranet começaram em 2004 no STJ, mas o processo só foi concluído em 2008. O registro das sessões mobiliza hoje 20 funcionários, que ficam alocados na Seção de Multimídia, criada especialmente para essa finalidade. O serviço não é terceirizado porque, segundo a assessoria do tribunal, as transmissões são consideradas uma atividade fim – auxiliar o trabalho dos gabinetes.

Em abril do ano passado, uma parceria entre o STJ e o STF foi firmada para permitir a transmissão dos julgamentos do STJ ao vivo em um canal digital. A ideia era que as transmissões começassem no mês seguinte, mas isso não se confirmou. A transmissão das sessões era um dos objetivos na gestão 2008/2010, mas, no planejamento estratégico feito no ano passado, que deve vigorar até 2014, não há qualquer menção ao assunto.

De acordo com o STJ, há um projeto para transmissão de julgamentos futuramente, mas sua execução depende de deliberação e de alterações no regimento interno.




Militante do PCdoB acusa Orlando Silva de montar esquema de corrupção

Brasil
15/10/2011 - 08:55

Em VEJA desta semana

Segundo o policial militar João Dias Ferreira, ministro do Esporte recebeu propina nas dependência do ministério


Tasso Marcelo/AE
As fraudes no programa Segundo Tempo são investigadas há mais de três anos, mas é a primeira vez que o ministro é apontado diretamente como mentor das irregularidades
NA MIRA
As fraudes no programa Segundo Tempo são investigadas há mais de três anos, mas é a primeira vez que o ministro é apontado diretamente como mentor das irregularidades

No ano passado, a polícia de Brasília prendeu cinco pessoas acusadas de desviar dinheiro de um programa criado pelo governo federal para incentivar crianças carentes a praticar atividades esportivas. O grupo era acusado de receber recursos do Ministério do Esporte através de organizações não governamentais (ONGs) e embolsar parte do dinheiro. Chamava atenção o fato de um dos principais envolvidos ser militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ex-candidato a deputado e amigo de pessoas influentes e muito próximas a Orlando Silva, o ministro do Esporte. Parecia um acontecimento isolado, uma coincidência. Desde então, casos semelhantes pipocaram em vários estados, quase sempre tendo figuras do PCdoB como protagonistas das irregularidades. Agora, surgem evidências mais sólidas daquilo que os investigadores sempre desconfiaram: funcionava dentro do Ministério do Esporte uma estrutura organizada pelo partido para desviar dinheiro público usando ONGs amigas como fachada. E o mais surpreendente: o ministro Orlando Silva é apontado como mentor e beneficiário do esquema.
Em entrevista a VEJA, o policial militar João Dias Ferreira, um dos militantes presos no ano passado, revela detalhes de como funciona a engrenagem que, calcula-se, pode ter desviado mais de 40 milhões de reais nos últimos oito anos. Dinheiro de impostos dos brasileiros que deveria ser usado para comprar material esportivo e alimentar crianças carentes, mas que acabou no bolso de alguns figurões e no caixa eleitoral do PCdoB. O relato do policial impressiona pela maneira rudimentar como o esquema funcionava. As ONGs, segundo ele, só recebiam os recursos mediante o pagamento de uma taxa previamente negociada que podia chegar a 20% do valor dos convênios. O partido indicava desde os fornecedores até pessoas encarregadas de arrumar notas fiscais frias para justificar despesas fictícias. O militar conta que Orlando Silva chegou a receber, pessoalmente, dentro da garagem do Ministério do Esporte, remessas de dinheiro vivo provenientes da quadrilha: “Por um dos operadores do esquema, eu soube na ocasião que o ministro recebia o dinheiro na garagem” (veja a entrevista abaixo). João Dias dá o nome da pessoa que fez a entrega. Parte desse dinheiro foi usada para pagar despesas da campanha presidencial de 2006.
O programa Segundo Tempo é repleto de boas intenções. Porém, há pelo menos três anos o Ministério Público, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União desconfiam de que exista muita coisa além da ajuda às criancinhas. Uma das investigações mais completas sobre as fraudes se deu em Brasília. A capital, embora detentora de excelentes indicadores sociais, foi muito bem aquinhoada com recursos do Segundo Tempo, especialmente quando o responsável pelo programa era um político da cidade, o então ministro do Esporte Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal. Coincidência? A investigação mostrou que não. A polícia descobriu que o dinheiro repassado para entidades de Brasília seguia para entidades amigas do próprio Agnelo, que por meio de notas fiscais frias apenas fingiam gastar a verba com crianças carentes. Agnelo, pessoalmente, foi acusado de receber dinheiro público desviado por uma ONG parceira. O soldado João Dias, amigo e aliado político de Agnelo, controlava duas delas, que receberam 3 milhões de reais, dos quais dois terços teriam desaparecido, de acordo com o inquérito. Na ocasião, integrantes confessos do esquema concordaram em falar à polícia. Contaram em detalhes como funcionava a engrenagem. O soldado João Dias, porém, manteve-se em silêncio sepulcral — até agora.
Na entrevista, o policial afirma que, na gestão de Agnelo Queiroz no ministério, o Segundo Tempo já funcionava como fonte do caixa dois do PCdoB — e que o gerente do esquema era o atual ministro Orlando Silva, então secretário executivo da pasta. Por nota, a assessoria do governador Agnelo disse que as relações entre ele e João Dias se limitaram à convivência partidária, que nem sequer existe mais. VEJA entrevistou também o homem que o policial aponta como o encarregado de entregar dinheiro ao ministro. Trata-se de Célio Soares Pereira, 30 anos, que era uma espécie de faz-tudo, de motorista a mensageiro, do grupo que controlava a arrecadação paralela entre as ONGs agraciadas com os convênios do Segundo Tempo. “Eu dirigia e, quase todo mês, visitava as entidades para fazer as cobranças”, contou. Casado, pai de seis filhos, curso superior de direito inconcluso, Célio trabalha atualmente como gerente de uma das unidades da rede de academias de ginástica que o soldado João Dias possui. Célio afirma que, além do episódio em que entregou dinheiro ao próprio Orlando Silva, esteve pelo menos outras quatro vezes na garagem do ministério para levar dinheiro. “Nessas vezes, o dinheiro foi entregue a outras pessoas. Uma delas era o motorista do ministro”, disse a VEJA. O relato mais impressionante é de uma cena do fim de 2008. “Eu recolhi o dinheiro com representantes de quatro entidades aqui do Distrito Federal que recebiam verba do Segundo Tempo e entreguei ao ministro, dentro da garagem, numa caixa de papelão. Eram maços de notas de 50 e 100 reais”, conta.
Célio afirma que um dirigente do PCdoB, Fredo Ebling, era encarregado de indicar a quem, quando e onde entregar dinheiro. “Ele costumava ir junto nas entregas. No dia em que levei o dinheiro para o ministro, ele não pôde ir. Me ligou e disse que era para eu estar às 4 e meia da tarde no subsolo do ministério e que uma pessoa estaria lá esperando. O ministro estava sentado no banco de trás do carro oficial. Ele abriu o vidro e me cumprimentou. O motorista dele foi quem pegou a caixa com o dinheiro e colocou no porta-malas do carro”, afirma. Funcionário de carreira do Congresso Nacional, chefe de gabinete da liderança do partido na Câmara dos Deputados, Fredo Ebling é um quadro histórico entre os camaradas comunistas. Integrante da Secretaria de Relações Internacionais do PCdoB nacional, ele foi candidato a senador e a deputado por Brasília. Em 2006, conseguiu um lugar entre os primeiros suplentes e, no final da legislatura passada, chegou a assumir por vinte dias o cargo de deputado federal. João Dias diz que Fredo Ebling era um dos camaradas destacados por Orlando Silva para coordenar a arrecadação entre as entidades. O policial relata um encontro em que Ebling abriu o bagageiro de seu Renault Mégane e lhe mostrou várias pilhas de dinheiro. “Ele disse que ia levar para o ministro”, afirma. Ebling nega. “Eu não tinha esse papel”, diz. O ex-deputado diz que conhece João Dias, mas não se lembra de Célio.
A lua de mel do policial com o ministério e a cúpula comunista começou a acabar em 2008, quando passaram a surgir denúncias de irregularidades no Segundo Tempo. Ele afirma que o ministério, emparedado pelas suspeitas, o deixou ao léu. “Eu tinha servido aos interesses deles e de repente, quando se viram em situação complicada, resolveram me abandonar. Tinham me prometido que não ia ter nenhum problema com as prestações de contas.” O policial diz que chegou a ir fardado ao ministério, mais de uma vez, para cobrar uma solução, sob pena de contar tudo. No auge da confusão, ele se reuniu com o próprio Orlando Silva. “O Orlando me prometeu que ia dar um jeito de solucionar e que tudo ia ficar bem”, diz. O ministro, por meio de nota, confirma ter se encontrado com o policial. Diz que o recebeu em audiência, mas nega que soubesse dos desvios ou de cobrança de propina. “É uma imputação falsa, descabida e despropositada. Acionarei judicialmente os caluniadores”, afirmou o ministro, em nota.
Em paralelo às investigações oficiais, João Dias respondeu por desvio de conduta na corporação militar. A Polícia Militar de Brasília oficiou ao ministério em busca de informações sobre os convênios. A resposta não foi nada boa para o soldado: dizia que ele estava devendo 2 milhões aos cofres públicos por irregularidades nas prestações de contas. João Dias então subiu o tom das ameaças. Em abril de 2008, quando foi chamado à PM para dar satisfações e tomou conhecimento do ofício, ele procurou pessoalmente o então secretário nacional de Esporte Educacional, Júlio Cesar Filgueira, para tirar satisfação. O encontro foi na secretaria. O próprio João Dias conta o que aconteceu: “Eu fui lá armado e dei umas pancadas nele. Dei várias coronhadas e ainda virei a mesa em cima dele. Eles me traíram”. Júlio Filgueira, também filiado ao PCdoB de Orlando Silva, era responsável por tocar o programa. A pressão deu certo: o ministério expediu um novo ofício à Polícia Militar amenizando a situação de Dias. O documento pedia que fosse desconsiderado o relatório anterior. A agressão que João Dias diz ter cometido dentro da repartição pública passou em branco. “Eles não tiveram coragem de registrar queixa porque ia expor o esquema”, diz o soldado. Indagado por VEJA, o gabinete de Orlando Silva respondeu que “não há registro de qualquer agressão nas dependências do Ministério do Esporte envolvendo estas pessoas”. O ex-secretário Júlio Filgueira, que deixou o cargo pouco depois da confusão, confirma ter recebido o policial mas nega que tenha sido agredido. “Ele estava visivelmente irritado, mas essa parte da agressão não existiu”, diz. A polícia e o Ministério Público têm uma excelente oportunidade para esclarecer o que se passava no terceiro tempo no Ministério do Esporte. As testemunhas, como se viu, estão prontas para entrar em campo.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/militante-do-pcdob-acusa-orlando-silva-de-montar-esquema-de-corrupcao