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sexta-feira, 1 de novembro de 2019
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
AGENTE ACUSADO DE CALÚNIA APÓS DENUNCIAR ODILON É INOCENTADO
18/10/2018 16:38
Valdemir Ribeiro Albuquerque e outros quatro colegas foram demitidos após as denúncias de que o juiz aposentado havia favorecido presos do Presídio Federal de Campo Grande
Geisy Garnes e Aline dos Santos
A
Justiça Federal absolveu nesta quarta-feira (17) Valdemir Ribeiro
Albuquerque, um dos cinco agentes penitenciários federais acusados de
calúnia após denunciarem o juiz aposentado e atual candidato a governo
do Estado, Odilon de Oliveira de favorecer presos do Presídio Federal de
Campo Grande.
Na decisão,
o juiz Dalton Igor Kita Conrado, na 5ª Vara Federal da Capital,
inocentou Valdemir do crime de calúnia pelo fato não constituir uma
infração penal e absolveu o réu das acusações de difamação e injúria por
falta de provas.
O caso
começou em 2008, quando cinco agentes penitenciários denunciaram que
Odilon teria determinado que Luiz Fernando Costa, o Fernandinho
Beira-Mar e Juan Carlos Abadia - na época presos em Campo Grande -
tivessem conversas com advogados e visitantes monitoradas, incluindo as
celas íntimas. Afirmaram ainda que a liberação da transferência de
Abadia para os Estados Unidos em 2009 custou milhões de dólares em
propina.
À época,o juiz
negou as denúncias, que resultaram em apurações na OAB/MS (Ordem dos
Advogados do Brasil), CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e CNMP
(Conselho Nacional de Justiça), todas arquivada. Os agentes acabaram
demitidos em 2011 e foram denunciados por calúnia pelo MPE.
Em
abril deste ano, seis anos após a denúncia, a ação entrou na fase de
audiências. Dos cinco réus, dois tiveram o processo desmembrado. Os
outros três - Francisco Florisval Freire, Valdemir Ribeiro Albuquerque e
José Francisco de Matos - começaram a apresentar as testemunhas ao juiz
federal da 5ª Vara no dia 13 de abril.
Odilon
foi ouvido no dia 20 de abril. Além do juiz aposentado, prestaram
depoimentos a juíza Raquel Domingues do Amaral, o delegado de Polícia
Federal Mario Paulo Machado Nomoto, o agente penitenciário federal José
Luciano Taldivo, o advogado Luiz Gustavo Pataglin Maciel, ex-defensor de
Fernandinho Beira-Mar, o desembargador do Tribunal Regional Federal da
3ª Região, Nery Júnior, e também os dois presos envolvidos na denúncia,
Fernandinho Beira-Mar, e José Reinaldo Giroti, o Alemão.
Responsabilidade –
O advogado de Valdemir, Francisco Florisval Freire, afirmou que Odilon
havia negado envolvimento na demissão de seu cliente e, depois, tentou o
processar por calúnia. A intenção, agora, é avaliar alguma penalidade
contra o juiz aposentado.
“O
juiz entendeu que não houve crime nenhum. Vamos estudar agora a
possibilidade de responsabilizá-lo por danos morais e materiais
suportados pelo meu cliente, que nunca antes havia entrado numa
delegacia sequer para prestar ‘queixa’ como vítima”, afirmou.
A reportagem pediu o posicionamento do juiz aposentado Odilon de Oliveira e aguarda o retorno.
Fonte: https://www.campograndenews.com.br/cidades/agente-acusado-de-calunia-apos-denunciar-odilon-e-inocentado
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
JUSTIÇA IMPEDE BEIRA-MAR DE TER ACESSO A LIVRO DE DELEGADO MORTO EM MS
19/06/2015 11:12
Aline dos Santos
O
STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou ao traficante Luiz Fernando da
Costa, o Fernandinho Beira-Mar, acesso ao livro “Conspiração Federal”,
de autoria do delegado aposentado Paulo Magalhães, que foi morto há dois
anos em Campo Grande. A obra teve a circulação proibida pela Justiça.
No processo, Beira-Mar, que já foi “hóspede” da penitenciária federal de Campo Grande e atualmente cumpre pena em Porto Velho (Rondônia), queria ter acesso ao livro para complementar a biografia.
Conforme a assessoria de imprensa do STJ, ele alegou que usaria informações da obra para falar de episódios ocorridos durante sua estada em Campo Grande. Entre outros fatos relevantes, o livro afirma que havia monitoramento de vídeo nas celas destinadas às visitas íntimas e que a lua de mel de Beira-Mar teria sido gravada.
A obra traz relatos de cinco ex-agentes federais com detalhes sobre o funcionamento da presídio na Capital e denúncias de irregularidades supostamente cometidas por sua administração entre agosto de 2007 e dezembro de 2008. Paulo Magalhães era advogado e atuava na defesa dos agentes.
Primeiro, o pedido para ter acesso ao livro foi negado pela direção da penitenciária federal de Catanduvas (Paraná). Em seguida, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou mandado de segurança.
De acordo com o TRF, de modo geral, as mesmas estruturas são adotadas nos demais estabelecimentos federais, como o de Catanduvas e o de Porto Velho. Dessa forma, o acesso aos dados poderia facilitar eventuais planos de fuga. A defesa de Beira-Mar sustentou que a decisão viola a Lei de Acesso à Informação.
A Sexta Turma do STJ manteve a decisão. De acordo com o ministro Sebastião Rei Júnior, relator do processo, não como um preso nas condições de Beira-Mar ter acesso a um livro que traz informações detalhadas sobre a estrutura e o funcionamento de penitenciárias federais.
Quanto à alegação de que o livro não conteria dados secretos, feita pela defesa de Beira-Mar, o ministro afirmou que acórdão de segunda instância concluiu que as informações detêm natureza sigilosa.
Crime - Paulo Magalhães de Araújo, 57 anos, foi executado no dia 25 de junho de 2013, em frente à escola da filha. O crime causou revolta de familiares, amigos e alunos da vítima, que ainda exercia a função de professor universitário. Seis meses após o fato, dois culpados foram denunciados.
No processo, Beira-Mar, que já foi “hóspede” da penitenciária federal de Campo Grande e atualmente cumpre pena em Porto Velho (Rondônia), queria ter acesso ao livro para complementar a biografia.
Conforme a assessoria de imprensa do STJ, ele alegou que usaria informações da obra para falar de episódios ocorridos durante sua estada em Campo Grande. Entre outros fatos relevantes, o livro afirma que havia monitoramento de vídeo nas celas destinadas às visitas íntimas e que a lua de mel de Beira-Mar teria sido gravada.
A obra traz relatos de cinco ex-agentes federais com detalhes sobre o funcionamento da presídio na Capital e denúncias de irregularidades supostamente cometidas por sua administração entre agosto de 2007 e dezembro de 2008. Paulo Magalhães era advogado e atuava na defesa dos agentes.
Primeiro, o pedido para ter acesso ao livro foi negado pela direção da penitenciária federal de Catanduvas (Paraná). Em seguida, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou mandado de segurança.
De acordo com o TRF, de modo geral, as mesmas estruturas são adotadas nos demais estabelecimentos federais, como o de Catanduvas e o de Porto Velho. Dessa forma, o acesso aos dados poderia facilitar eventuais planos de fuga. A defesa de Beira-Mar sustentou que a decisão viola a Lei de Acesso à Informação.
A Sexta Turma do STJ manteve a decisão. De acordo com o ministro Sebastião Rei Júnior, relator do processo, não como um preso nas condições de Beira-Mar ter acesso a um livro que traz informações detalhadas sobre a estrutura e o funcionamento de penitenciárias federais.
Quanto à alegação de que o livro não conteria dados secretos, feita pela defesa de Beira-Mar, o ministro afirmou que acórdão de segunda instância concluiu que as informações detêm natureza sigilosa.
Crime - Paulo Magalhães de Araújo, 57 anos, foi executado no dia 25 de junho de 2013, em frente à escola da filha. O crime causou revolta de familiares, amigos e alunos da vítima, que ainda exercia a função de professor universitário. Seis meses após o fato, dois culpados foram denunciados.
Fonte: https://www.campograndenews.com.br/cidades/justica-impede-beira-mar-de-ter-acesso-a-livro-de-delegado-morto-em-ms
CRIME DE PISTOLAGEM, EXECUÇÃO DE DELEGADO COMPLETA 5 ANOS IMPUNE
25/06/2018 09:23
Ministério Público denunciou duas pessoas à Justiça e um um terceiro suspeito foi decapitado
Aline dos Santos
Paulo Magalhães foi executado a tiros em 25 de junho de 2013. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Cinco anos depois do fim de tarde chuvoso em que o delegado aposentado Paulo Magalhães foi assassinado, o processo que investiga o crime, característico de pistolagem, segue sem desfecho na Justiça. No dia 25 de junho de 2013, Paulo, que também era advogado, foi executado em frente de uma escola no Jardim dos Estados, bairro nobre de Campo Grande.
Desde 4 de outubro de 2013, o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) denunciou duas pessoas à Justiça. Um terceiro suspeito de participação foi assassinado. O corpo de Rafael Leonardo dos Santos foi encontrado no lixão, na saída para Sidrolândia. A vítima foi decapitada e a identidade foi esclarecida por meio de exame de DNA.
De acordo com o Ministério Público, o então guarda municipal José Moreira Freires, que era garupa de uma motocicleta, efetuou diversos disparos de revólver contra o delegado, que estava dentro de um veiculo, na rua Alagoas.
Já Antônio Benitez Cristaldo foi acusado de fazer escolta em um carro para garantir o sucesso da execução. Em 30 de outubro de 2014, veio a decisão para que eles fossem a julgamento, mas as defesas recorreram ao TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Não houve identificação de mandante.
Neste ano, o STJ negou pedido para anular a sentença de pronúncia, que mandou Freires e Cristaldo para julgamento, e o processo voltou a "andar" na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.
Viagem e saúde - Primeiro, o juiz Aluízio Pereira dos Santos definiu que seriam julgados no dia 21 de junho. Mas, o advogado Rene Siufi, que defende José Freires, informou que tinha viagem internacional agendada na data e pediu a reagendamento para agosto.
O magistrado, então, antecipou o júri popular para o dia 8 de junho. Contudo, Siufi anexou ao processo informação de que sofreu uma queda, teve fratura no nariz e teria que passar por cirurgia. Desta forma, o juiz transferiu o julgamento de José Freires para 15 de agosto.
A advogada Nabiha Maksoud, que atua na defesa de Antônio, informou ao magistrado que sofreu acidente doméstico, teve fratura na mão e passaria por cirurgia. Na sequência, o júri popular dele também ficou para agosto.
Julgamento de réus já foi remarcado várias vezes. (Foto: Paulo Francis)
Confiança
– O juiz Aluízio Pereira dos Santos afirma que o processo tem
tramitação normal, mas passou a demorar um pouco mais após o habeas
corpus dos acusados e os recursos da defesa. Os prazos são diferentes
quando há réu preso.
“Marquei o julgamento para 21 de junho, mas o advogado comprovou para mim que tinha uma viagem para Portugal. Aí, antecipei para o dia 8 de junho, mas o advogado juntou atestados médicos. Como estou de féria em julho, a alternativa foi marcar para agosto. A lei fala que os réus têm direito a ser defendido pelo advogado de confiança. Não posso desprezar o atestado médico ou impedir de viajar”, afirma o magistrado.
Professor universitário, Paulo Magalhães, morto aos 57 anos, é autor do livro “Conspiração Federal”, que teve circulação proibida pela Justiça. A obra traz relatos de cinco ex-agentes federais com detalhes sobre o funcionamento da presídio na Capital e denúncias de irregularidades. A família do delegado aposentado prefere não comentar e aguarda a atuação da Justiça.
“Marquei o julgamento para 21 de junho, mas o advogado comprovou para mim que tinha uma viagem para Portugal. Aí, antecipei para o dia 8 de junho, mas o advogado juntou atestados médicos. Como estou de féria em julho, a alternativa foi marcar para agosto. A lei fala que os réus têm direito a ser defendido pelo advogado de confiança. Não posso desprezar o atestado médico ou impedir de viajar”, afirma o magistrado.
Professor universitário, Paulo Magalhães, morto aos 57 anos, é autor do livro “Conspiração Federal”, que teve circulação proibida pela Justiça. A obra traz relatos de cinco ex-agentes federais com detalhes sobre o funcionamento da presídio na Capital e denúncias de irregularidades. A família do delegado aposentado prefere não comentar e aguarda a atuação da Justiça.
Fonte: https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/crime-de-pistolagem-execucao-de-delegado-completa-5-anos-impune
domingo, 5 de agosto de 2018
FANTÁSTICO MOSTRA COMO FUNCIONA O SUBMUNDO DO JOGO DO BICHO [13/12/2009]
13/12/09 -
22h54
- Atualizado em
13/12/09 -
23h03
Com microcâmera, equipe visita casa onde jogo é sorteado em MS.
Motoqueiros levam papéis com resultados às bancas do jogo ilegal.
Motoqueiros levam papéis com resultados às bancas do jogo ilegal.
Do G1, com informações do Fantástico
Com uma microcâmera o Fantástico entrou na sede do jogo do bicho
de Mato Grosso do Sul. Havia cerca de 30 pessoas no local. Umas
acompanhando tudo com atenção. Outras aguardando o resultado
final enquanto jogavam sinuca. Em um canto da casa está
instalado o cofre do grupo. Os sorteios ocorrem diariamente e o
resultado vale para todo o Estado.
Durante duas semanas, o Fantástico investigou o jogo clandestino mais famoso do país. Em São Paulo, por exemplo, a reportagem constatou que as apostas ocorrem livremente em vários lugares. As bancas funcionam em pontos sem nenhuma identificação e também em comércios regularizados, como uma casa lotérica flagrada pelo Fantástico.
Em muitas bancas do jogo do bicho, o bloco de papel foi substituído pelo computador. Questionado se tudo está informatizado agora, o comandante de um dos pontos do jogo de bicho respondeu: “é, boa parte dos lugares. Um ou outro que ainda é papelzinho.”
“Historicamente, [o jogo do bicho] é visto como uma infração inofensiva. Quando na verdade é exatamente o contrário. Atrás do jogo do bicho vem muita e muita infração penal muito séria”, disse o promotor de Justiça Wellington Santos Veloso.
Durante duas semanas, o Fantástico investigou o jogo clandestino mais famoso do país. Em São Paulo, por exemplo, a reportagem constatou que as apostas ocorrem livremente em vários lugares. As bancas funcionam em pontos sem nenhuma identificação e também em comércios regularizados, como uma casa lotérica flagrada pelo Fantástico.
Em muitas bancas do jogo do bicho, o bloco de papel foi substituído pelo computador. Questionado se tudo está informatizado agora, o comandante de um dos pontos do jogo de bicho respondeu: “é, boa parte dos lugares. Um ou outro que ainda é papelzinho.”
“Historicamente, [o jogo do bicho] é visto como uma infração inofensiva. Quando na verdade é exatamente o contrário. Atrás do jogo do bicho vem muita e muita infração penal muito séria”, disse o promotor de Justiça Wellington Santos Veloso.
Assembleia Legislativa
A equipe do Fantástico foi a um prédio público onde se discutem
projetos e são criadas leis para os milhões de habitantes de
Mato Grosso do Sul. Na Assembleia Legislativa do Estado, em
Campo Grande, os produtores do Fantástico procuraram por um
homem chamado Gumercindo, apontado como o bicheiro da
Assembleia. O apelido dele é Gugu.
Ele foi localizado no gabinete de um deputado. Ao encontrá-lo, o produtor deixa claro o que quer. “Vamos fazer um joguinho?”, perguntou. Ele então o levou a uma pequena sala, onde fica o escritório do jogo do bicho dentro da Assembleia, na companhia de um apostador.
O bicheiro fala tranquilamente sobre o que faz no local. “Trabalho aqui. [Sou] segurança. Mas faço jogo, já”, disse. Perguntado se fica sempre na Assembleia, ele confirma. “To. to direto. De manhã e à tarde.”
Segundo a assessoria da Assembléia, o bicheiro não é funcionário da Casa. Quando sabia que estava sendo gravado, ele negou tudo. Gugu responde que não faz jogo dentro da Assembleia. “Eu vendo loteria esportiva. Faço bolão da Mega-Sena.”
O bicheiro usa um crachá de visitante, com o nome do presidente da Assembleia. “Pra mim, isso é desconhecido. Além de ser um absurdo e eu não ter conhecimento disso, eu vou solicitar a nossa segurança da Assembleia Legislativa, a Presidência vai tomar medidas em relação a isso”, garantiu o deputado estadual Jerson Domingos, presidente da Assembléia.
Ele foi localizado no gabinete de um deputado. Ao encontrá-lo, o produtor deixa claro o que quer. “Vamos fazer um joguinho?”, perguntou. Ele então o levou a uma pequena sala, onde fica o escritório do jogo do bicho dentro da Assembleia, na companhia de um apostador.
O bicheiro fala tranquilamente sobre o que faz no local. “Trabalho aqui. [Sou] segurança. Mas faço jogo, já”, disse. Perguntado se fica sempre na Assembleia, ele confirma. “To. to direto. De manhã e à tarde.”
Segundo a assessoria da Assembléia, o bicheiro não é funcionário da Casa. Quando sabia que estava sendo gravado, ele negou tudo. Gugu responde que não faz jogo dentro da Assembleia. “Eu vendo loteria esportiva. Faço bolão da Mega-Sena.”
O bicheiro usa um crachá de visitante, com o nome do presidente da Assembleia. “Pra mim, isso é desconhecido. Além de ser um absurdo e eu não ter conhecimento disso, eu vou solicitar a nossa segurança da Assembleia Legislativa, a Presidência vai tomar medidas em relação a isso”, garantiu o deputado estadual Jerson Domingos, presidente da Assembléia.
Sede do jogo do bicho
A casa onde todos os dias são sorteados os números do jogo do
bicho no Estado de Mato Grosso do Sul fica em um bairro
tradicional de Campo Grande. Não tem nenhum tipo de
identificação. A única coisa que chama a atenção é o entra e sai
de motoqueiros. São eles que levam o dinheiro das apostas e
divulgam o resultado do sorteio, que acontece duas vezes ao dia.
Em menos de quatro minutos, saem os números correspondentes do
quinto ao primeiro prêmio.
O sorteio é semelhante em todo o Brasil. Para se chegar ao número premiado, é preciso inverter a ordem das bolinhas sorteadas. E para saber qual o bicho ganhador, valem os dois números finais. O número 30, por exemplo, é o camelo. Um grupo que acompanha o sorteio se encarrega de carimbar os resultados.
Na sequência, os motoqueiros levam os papéis com esses resultados às bancas do jogo ilegal. No dia seguinte, a reportagem voltou ao local. “A gente pode acompanhar o sorteio do jogo do bicho”, questiona a equipe. “Olha, não sei não. Tem que ver. Não, né? Eu não mando nada aqui”, diz um homem. A reportagem então pergunta se o sorteio do jogo do bicho funciona no local. “Não. Não é aqui não”, responde o homem.
Depois da saída da equipe do Fantástico, um homem vai embora com um malote e os motoqueiros deixam o local. Quem promove o jogo do bicho dificilmente vai parar na cadeia. O máximo que pode acontecer, segundo a polícia e o Ministério Público, é o pagamento de algumas cestas básicas. Mas em Sorocaba, interior paulista, uma investigação teve um resultado diferente.
O sorteio é semelhante em todo o Brasil. Para se chegar ao número premiado, é preciso inverter a ordem das bolinhas sorteadas. E para saber qual o bicho ganhador, valem os dois números finais. O número 30, por exemplo, é o camelo. Um grupo que acompanha o sorteio se encarrega de carimbar os resultados.
Na sequência, os motoqueiros levam os papéis com esses resultados às bancas do jogo ilegal. No dia seguinte, a reportagem voltou ao local. “A gente pode acompanhar o sorteio do jogo do bicho”, questiona a equipe. “Olha, não sei não. Tem que ver. Não, né? Eu não mando nada aqui”, diz um homem. A reportagem então pergunta se o sorteio do jogo do bicho funciona no local. “Não. Não é aqui não”, responde o homem.
Depois da saída da equipe do Fantástico, um homem vai embora com um malote e os motoqueiros deixam o local. Quem promove o jogo do bicho dificilmente vai parar na cadeia. O máximo que pode acontecer, segundo a polícia e o Ministério Público, é o pagamento de algumas cestas básicas. Mas em Sorocaba, interior paulista, uma investigação teve um resultado diferente.
Prisões
Em agosto, sete pessoas foram presas, acusadas de envolvimento
com o jogo do bicho e também com lavagem de dinheiro e formação
de quadrilha. “Tudo isso com a conivência e a corrupção de
agentes públicos e a proximidade de agentes políticos. Essas
pessoas agiam de forma verdadeiramente empresarial. Era uma
sociedade empresarial criminosa”, disse o promotor de Justiça
Wellington Santos Veloso.
De acordo com o delegado Wilson Negrão, o jogo migrou não só para o caça níquel, mas também para cassinos clandestinos. Ele destaca que, por trás do jogo, existe uma quadrilha e um crime organizado.
A investigação apontou que Nitamar Bernardino da Silva era o bicheiro que chefiava o esquema em várias cidades de São Paulo. Ele é apontado como um homem violento, que anda armado. O bicheiro, de 59 anos, está foragido. Ele chegava a estudar cenas do filme o “Poderoso Chefão” para saber como age um mafioso.
Nitamar da Silva se diz um bicheiro das antigas: gosta de usar objetos de ouro. Em um telefonema rastreado, ele encomenda uma joia. Mesmo procurado pela polícia, Nitamar continua agindo. O Fantástico flagrou pessoas ligadas a ele fazendo apostas do jogo do bicho.
De acordo com a investigação, Nitamar da Silva movimenta quase R$ 1 milhão por mês. Se ele for preso e condenado, pode ficar seis anos na cadeia. “O jogo do bicho, há muito tempo, deveria ser tratado com mais rigor pela nossa legislação”, considera o promotor Wellington Veloso.
De acordo com o delegado da Polícia Federal Paulo Cassiano Júnior, aquele que pratica o jogo do bicho acaba por contribuir com diversas outras atividades criminosas que trazem um grande prejuízo para a sociedade. “A tolerância social ao jogo serve como combustível para que o jogo ainda sobreviva depois de tanto tempo”, afirmou o delegado.
De acordo com o delegado Wilson Negrão, o jogo migrou não só para o caça níquel, mas também para cassinos clandestinos. Ele destaca que, por trás do jogo, existe uma quadrilha e um crime organizado.
A investigação apontou que Nitamar Bernardino da Silva era o bicheiro que chefiava o esquema em várias cidades de São Paulo. Ele é apontado como um homem violento, que anda armado. O bicheiro, de 59 anos, está foragido. Ele chegava a estudar cenas do filme o “Poderoso Chefão” para saber como age um mafioso.
Nitamar da Silva se diz um bicheiro das antigas: gosta de usar objetos de ouro. Em um telefonema rastreado, ele encomenda uma joia. Mesmo procurado pela polícia, Nitamar continua agindo. O Fantástico flagrou pessoas ligadas a ele fazendo apostas do jogo do bicho.
De acordo com a investigação, Nitamar da Silva movimenta quase R$ 1 milhão por mês. Se ele for preso e condenado, pode ficar seis anos na cadeia. “O jogo do bicho, há muito tempo, deveria ser tratado com mais rigor pela nossa legislação”, considera o promotor Wellington Veloso.
De acordo com o delegado da Polícia Federal Paulo Cassiano Júnior, aquele que pratica o jogo do bicho acaba por contribuir com diversas outras atividades criminosas que trazem um grande prejuízo para a sociedade. “A tolerância social ao jogo serve como combustível para que o jogo ainda sobreviva depois de tanto tempo”, afirmou o delegado.
# FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1413765-5598,00-FANTASTICO+MOSTRA+COMO+FUNCIONA+O+SUBMUNDO+JOGO+DO+BICHO.html
# VEJA O VÍDEO: https://www.youtube.com/watch?v=eMYIBXr-f7c
AUDIÊNCIA PÚBLICA MS - CNJ - LEGENDADO
Audiência Pública no MS presidida pela Corregedora do CNJ Ministra
Eliana Calmon. Discurso do presidente da ONG Brasil Verdade - com
legenda.
https://www.youtube.com/watch?v=hCDEprf9upc
MS RECORD (2ª EDIÇÃO) - IMAGENS DE VISITAS ÍNTIMAS TERIA CAUSADO ATENTADO CONTRA AGENTE FEDERAL
https://www.youtube.com/watch?v=MecA5D1Fyag
ALUNOS DE DELEGADO MORTO QUEREM LIBERAÇÃO DE LIVRO CENSURADO
29/06/2013 17:38
Paula Maciulevicius
A movimentação seguiu para a Praça do Rádio, onde teve a distribuição, feita por familiares, de alguns dos exemplares do livro. (Foto: João Garrigó)
No manifesto por Justiça que reuniu colegas de profissão e alunos do delegado aposentado Paulo Magalhães, de 57 anos, assassinado na última terça-feira, acadêmicos de Direito pediram a liberação do livro “Conspiração Federal”, escrito por ele e censurado pela Justiça.
A movimentação que se concentrou nos altos da avenida Afonso Pena, no Parque das Nações, seguiu para a Praça do Rádio, e teve a distribuição de alguns dos exemplares do livro. Em sala de aula, as estudantes Letícia Silva e Priscila Mendes, relataram sempre terem ouvido falar do manuscrito e agora fazem parte do movimento dos que pedem a disponibilização. “Se foi proibido é porque deve dizer a verdade e os acadêmicos vão batalhar para que esse livro seja disponível”, defendiam as alunas.
“Conspiração Federal” foi o resultado das investigações feitas por Paulo Magalhães em cima das câmeras clandestinas instaladas no presídio federal, onde cinco agentes penitenciários denunciavam a existência da gravação de encontros íntimos dos presos e inúmeras outras irregularidades no local, a mando de juiz federal.
Paulo Magalhães foi executado a tiros enquanto esperava que a filha de 11 anos saísse da escola no último dia 25. O crime foi na rua Alagoas, próximo à Rua da Paz, no Jardim dos Estados, em Campo Grande. No total, seis tiros de pistola 9 mm atingiram Paulo.
O delegado respondia na Justiça, até ano passado, 21 ações criminais e 8 cíveis sob a alegação de calúnia e difamação contra servidores públicos federais e estaduais. Na mesma publicação, na página da ONG Brasil Verdade, a qual presidia, ele garantiu já ter sido alvo de 3 pedidos de prisão preventiva, inclusive, pela Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul “sob argumento de que pratica reiteradamente calúnias e difamações”. A investigação da morte de Magalhães está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios. (Colaborou Giselli Figueiredo)
Fonte: https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/alunos-de-delegado-morto-querem-liberacao-de-livro-censurado
DELEGADO EXECUTADO COM 6 TIROS DENUNCIOU DOIS MAGISTRADOS AO CNJ
01/07/2013 15:47
Nadyenka Castro
Delegado aposentado foi morto no carro dele, um Land Rover, quando buscava a filha na escola. (Foto: Marcos Ermínio)
As
denúncias feitas ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) pelo delegado
aposentado Paulo Magalhães, executado na semana passada, são sobre dois
magistrados. A Polícia Civil, responsável pela investigação do
assassinato, irá pedir cópias dos dossiês.
De acordo com o CNJ, as informações tramitam na Corregedoria do Conselho e são sigilosas. Por enquanto, não podem ser fornecidos detalhes como identificação dos juízes e onde atuam. O CNJ também não confirma se os alvos das denúncias são de Mato Grosso do Sul.
Paulo Magalhães foi morto com cinco tiros, no dia 25 de junho, em frente à escola da filha, na rua Alagoas, em Campo Grande. Ele iria buscar a menina no colégio quando foi executado.
O delegado aposentado era professor universitário e também tinha uma ONG (Organização Não- Governamental) onde fazia denúncias envolvendo o poder público. Ele chegou a publicar um livro sobre instalação de câmeras clandestinas na Penitenciária Federal de Campo Grande.
No livro “Conspiração Federal”, censurado após a publicação, cinco agentes penitenciários denunciavam a existência da gravação de encontros íntimos dos presos e inúmeras outras irregularidades no local, a mando de juiz federal.
Testemunhas do assassinato contaram que dois homens em uma moto se aproximaram do lado direito do carro dirigido por Paulo Magalhães e atiraram. Ele foi atingido por seis tiros de pistola 9mm. Imagens de câmeras de comércios mostram – não nitidamente – os executores na motocicleta.
Uma moto semelhante a utilizada pelos assassinos foi encontrada abandonada em um posto de combustíveis.
De acordo com o CNJ, as informações tramitam na Corregedoria do Conselho e são sigilosas. Por enquanto, não podem ser fornecidos detalhes como identificação dos juízes e onde atuam. O CNJ também não confirma se os alvos das denúncias são de Mato Grosso do Sul.
Paulo Magalhães foi morto com cinco tiros, no dia 25 de junho, em frente à escola da filha, na rua Alagoas, em Campo Grande. Ele iria buscar a menina no colégio quando foi executado.
O delegado aposentado era professor universitário e também tinha uma ONG (Organização Não- Governamental) onde fazia denúncias envolvendo o poder público. Ele chegou a publicar um livro sobre instalação de câmeras clandestinas na Penitenciária Federal de Campo Grande.
No livro “Conspiração Federal”, censurado após a publicação, cinco agentes penitenciários denunciavam a existência da gravação de encontros íntimos dos presos e inúmeras outras irregularidades no local, a mando de juiz federal.
Testemunhas do assassinato contaram que dois homens em uma moto se aproximaram do lado direito do carro dirigido por Paulo Magalhães e atiraram. Ele foi atingido por seis tiros de pistola 9mm. Imagens de câmeras de comércios mostram – não nitidamente – os executores na motocicleta.
Uma moto semelhante a utilizada pelos assassinos foi encontrada abandonada em um posto de combustíveis.
Fonte: https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/delegado-executado-com-6-tiros-denunciou-dois-magistrados-ao-cnj
POR QUE O INTERESSE DE BEIRA-MAR NO LIVRO CONSPIRAÇÃO FEDERAL?
Carlos Alberto, 9 de junho de 2015
Me chamou a atenção uma nota publicada pelo jornalista Lauro Jardim, em sua coluna Radar on-line, sobre o traficante Fernandinho Beira-Mar. Diz a nota:
Me chamou a atenção uma nota publicada pelo jornalista Lauro Jardim, em sua coluna Radar on-line, sobre o traficante Fernandinho Beira-Mar. Diz a nota:
– Está na pauta do STJ um recurso no qual o traficante Fernandinho Beira-Marpede que lhe seja permitida a leitura de um livro no presídio federal de Porto Velho-RO. Trata-se de Conspiração Federal, escrito pelo delegado aposentado Paulo Magalhães, morto a tiros em 2013, que não teve a circulação autorizada pela Justiça por conter informações sigilosas sobre o sistema penitenciário brasileiro.
E mais:
- Beira-Mar, cujas penas acumulam quase 320 anos de prisão, alega que a obra traz muitos dados a serem usados por ele na autobiografia que está escrevendo. Não se sabe como o livro chegou às mãos do traficante anteriormente.
E mais:
- Beira-Mar, cujas penas acumulam quase 320 anos de prisão, alega que a obra traz muitos dados a serem usados por ele na autobiografia que está escrevendo. Não se sabe como o livro chegou às mãos do traficante anteriormente.
Duas perguntas a serem feitas: primeiro, como a obra do delegado Paulo Magalhães, que não teve a sua venda autorizada pela Justiça, chegou as mãos de Beira-Mar, ou seja, quem lhe deu de “presente” para leitura? Segundo, o que tem de tão interessante e importante sobre o sistema carcerário no livro de Magalhães que despertou o interesse do contraventor para serem usadas em sua autobiografia?
É como costumo dizer: o Poder Judiciário precisa e deve ser melhor acompanhado pela imprensa. Os olhos de Lince para os poderes Executivo e Legislativo que a mídia costuma colocar também deveriam se voltar para o Judiciário. Se assim o fosse o livro Conspiração Federal certamente não estaria, digamos, sobre “segredo de justiça”.
Por que tanto receio da Justiça de vir a público as informações sigilosas sobre o sistema penitenciário brasileiro contado por um delegado aposentado e morto a tiros?
Se despertou interesse em Beira Mar, que se encontra preso e quer usar dados do livro, que certamente já leu, para usar em sua autobiografia, é porque a obra do delegado deve conter informações que devem ser nitroglicerina pura.
A conferir!
Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br
É como costumo dizer: o Poder Judiciário precisa e deve ser melhor acompanhado pela imprensa. Os olhos de Lince para os poderes Executivo e Legislativo que a mídia costuma colocar também deveriam se voltar para o Judiciário. Se assim o fosse o livro Conspiração Federal certamente não estaria, digamos, sobre “segredo de justiça”.
Por que tanto receio da Justiça de vir a público as informações sigilosas sobre o sistema penitenciário brasileiro contado por um delegado aposentado e morto a tiros?
Se despertou interesse em Beira Mar, que se encontra preso e quer usar dados do livro, que certamente já leu, para usar em sua autobiografia, é porque a obra do delegado deve conter informações que devem ser nitroglicerina pura.
A conferir!
Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br
Fonte: http://nominuto.com/colunadobarbosa/por-que-o-interesse-de-beira-mar-no-livro-conspiracao-federal/13690/
segunda-feira, 28 de maio de 2018
7 DICAS PARA BAIXAR OS GASTOS MENSAIS COM SUPERMERCADOS EM MAIS DE 30%
GuilhermeJune 19, 2017
De fato, dependendo do tamanho de sua família, e do tamanho de sua renda familiar, os gastos mensais com comida, produtos de limpeza, higiene pessoal etc., podem variar de 10% a 30% (ou mais) do orçamento doméstico.

Abordarei nesse artigo 7 dicas que funcionaram – e ainda funcionam – muito bem para mim, no controle dessa importante despesa mensal.
Um produto será caro ou barato se houver um preço de referência para ele. Ou seja, a análise será necessariamente comparativa.
Essa é a dica mais importante em se tratando de economia doméstica no mercado, porque é a partir dela que derivam todas as demais dicas: você precisa saber os preços de referência. Você precisa memorizar e ter na cabeça e no papel os números exatos daquilo que você costuma comprar no mercado.
Quanto mais preços de referência você memorizar, mais eficientes serão suas economias com supermercados. Cada centavo conta, literalmente, pois 25 centavos a menos a menos aqui, R$ 1,40 a menos ali, R$ 2,33 economizados em outro canto, no final das contas, resultarão em milhares de reais economizados ao final de um ano inteiro de compras em supermercados.
Repito: cada centavo conta. Se no Assaí o preço médio do iogurte Danone 900g está saindo por R$ 7,98, e no Extra o mesmíssimo produto está saindo por R$ 9,27; e você costuma tomar um iogurte desses por semana, ao final de 52 semanas, você terá economizado R$ 67,08, se você fizer a compra desse item no local mais barato.
Centavos economizados regularmente viram, ao final de um ano, dezenas de reais. E dezenas de reais economizados com diversos produtos viram, também no final de um ano, centenas, e talvez até milhares de reais.
Normalmente, só costumamos prestar mais atenção nos itens individualmente mais caros: o preço da alcatra; o preço do pacote de sabão em pó; o custo de uma bandeja de tilápia etc. Mas é fundamental, se você quiser baixar os gastos com mercados, saber os preços de referência da maior quantidade possível de itens.
Na minha experiência pessoal, sim: o inevitável aumento de gasto de tempo, indo a mais mercados, acaba sendo compensado pelas economias geradas encontrando os produtos mais baratos nos supermercados mais baratos.
Com o tempo, e com o aprimoramento de suas pesquisas, você vai conseguindo detectar certos “padrões” de economia: o supermercado “x” é o melhor para comprar carnes e frangos; o supermercado “y” tem os produtos de limpeza mais em conta; as frutas e legumes valem mais a pena serem compradas no supermercado “Z”, e assim por diante.
Ruim? Não necessariamente. Como eu já disse num texto clássico do blog, o ótimo é inimigo do bom. O ideal seria que todos os produtos mais baratos fossem concentrados num só supermercado; mas essa solução “ótima”, se é boa em termos de economia de tempo, não é assim tão positiva em termos de economia de dinheiro. Pense e pondere: a economia de tempo comprando tudo num só lugar justifica o excesso de dinheiro que você estará gastando ao abdicar de comprar mais barato, em diferentes locais?
Por outro lado, o aumento do gasto de tempo também tem seus limites: por exemplo, não valeria a pena ir para o supermercado que fica do outro lado da cidade apenas pra comprar duas caixas de sabão em pó em promoção.
Não desperdice essas oportunidades de economizar ainda mais, pois pode ser que o produto que você já estava planejando comprar, ao ir naquele supermercado sabidamente mais barato, pode estar ainda mais barato.
Audaces fortuna juvat – “A sorte protege os audazes” já diria Virgílio, em tempos de outrora. O que Virgílio não imaginava era a existência de audazes até em locais insuspeitos como… supermercados……rsrsrs
Só tome cuidado com as datas de validade, principalmente as dos produtos perecíveis. Uma vez, fiquei tentado a comprar uma caixa de 1 litro de leite desnatado que estava no encarte de uma dessas promoções, e, ao me dirigir ao setor respectivo do supermercado, estranhei ao ver literalmente dezenas e mais dezenas de caixas amontoadas, todas embaixo de um cartaz anunciando em letras garrafais vermelhas o preço promocional do dito cujo.
O produto não estava tendo saída? Não. Motivo: data de validade muito próxima.
É certo que muitos produtos dos panfletos não ficam próximos da data de validade: isso é mais comum de ocorrer com produtos que não estão anunciados no encarte, mas que têm certo destaque dentro do mercado.
Alguns mercados, inclusive, alertam os motivos pelos quais certo produto está sendo comercializado a preço mais barato, em função da proximidade da data de validade:

O shampoo líquido também é muito bom, mas igualmente é muito caro. Condicionador, assim como o Frugal Simples disse certa vez no blog dele, sinceramente não sei pra quê serve…rsrs 😆
A solução? Troque os líquidos pelos sólidos. Compre sabonete em barra; compre shampoo em barra. Eles são tão bons quanto os líquidos, mas duram bem mais – além de serem, obviamente, mais baratos.
Não titubeie: quando avistar um produto, que você costuma comprar de modo recorrente, com um super desconto, leve o máximo que puder, a fim de maximizar as economias com esse item, levando-se em consideração: (a) o prazo de validade e (b) a capacidade física de armazenamento desse produto (aspecto importante no caso de geladeiras).
Um exemplo pessoal: no começo desse ano, o quilo do peito de frango sassami estava, numa promoção de encarte, saindo por 40% a menos do que o preço normalmente praticado. Quarenta por cento!
Antes de ir fazer a “rapa” no mercado, eu olhei para o freezer da geladeira, e fiz um cálculo pormenorizado de quantas bandejas de frango caberiam ali. O resto é história….rsrsrs 😆 (depois dessa história, fiquei avaliando se não era o caso de comprar um freezer do tamanho de uma geladeira pra fazer um estoque maior, aceito sugestões na caixa de comentários….rsrs).
Muitos diriam que essa dica #6 seria até óbvia, afinal, se é para economizar, você deve comprar o mais barato possível, não é mesmo?
Não. O problema é que muitas pessoas têm vergonha de comprar o produto mais barato, ou de ir no mercado mais barato. Elas criam travas mentais para si mesmas, e não “admitem” comprar um produto mais barato, achando que isso pode lhe trazer algum tipo de prejuízo.
É certo que em alguns casos o produto mais barato pode estar com data de validade próxima, como destacado acima, mas é preciso romper com essa verdadeira “mentalidade de classe média” achando que é preciso “comprar como rico”. Aliás, muito pelo contrário: eu já disse aqui no blog que os milionários têm como hábito justamente o de pechinchar e otimizar seus gastos diários, o que inclui, obviamente, os gastos com supermercados (post aqui). Na blogosfera financeira, temos inclusive o exemplo real de um milionário – o Frugal Simples – que adora uma pechincha em supermercado. 😉
Existe uma tática para conhecer os produtos mais baratos: em geral, eles não estão na altura dos seus olhos, ou seja, eles costumam estar na parte inferior das prateleiras, exigindo que você se agache para localizá-los – que faça um esforço adicional para localizá-los (estratégia pura de marketing dos supermercados, lei do menor esforço para produtos mais caros ou que o mercado quer que você compre; lei do maior esforço para produtos mais baratos).
Agora, para outros itens, eu já prefiro comprar qualidade, relevando o preço a segundo plano.
Um exemplo clássico são algumas frutas, verduras e legumes, que eu prefiro comprar em feira livre, do que em mercados. É uma luta conseguir encontrar tomates não machucados ou alfaces não murchas em mercados; em feiras, tais produtos são mais frescos e em melhores condições, embora mais caros, sendo que ainda é possível negociar preços com os feirantes. Nesses casos, eu vou pela qualidade.
Novamente aqui aplico a âncora mental do ótimo é inimigo do bom: o ótimo seria comprar tudo, absolutamente tudo, o mais barato possível; mas, nesses casos, eu prefiro a solução “boa” (comprar produtos melhores a preços ainda que mais caros eventualmente) do que a solução “ótima” (tudo mais barato).
Que atire a primeira banana quem nunca comprou um cacho de bananas que, após uma semana, não conseguiu aproveitá-las todas. Você já viu um pão francês ficar inutilizável após comprar seis ou sete? Ou um pote de requeijão ficar com um resto inutilizável após ficar meses adormecendo em berço esplêndido na geladeira?
“Conhece-te a ti mesmo”, já dizia o provérbio popular; mas, mais importante do que isso é conhecer seus próprios hábitos de consumo, em termos temporais, a fim de evitar gastos desnecessários de dinheiro com sobras de comida inaproveitáveis.
Quem gastava, em 2016, uma média de mil reais mensais com mercados e, com as dicas acima enumeradas, conseguir baixar a despesa mensal para R$ 700, irá ter R$ 300 a mais todo mês para investir.
Para você conseguir ter R$ 300 a mais todo mês, apenas como fruto de investimentos financeiros, seria preciso ter um capital de aproximadamente R$ 43 mil, pois esse capital, numa aplicação financeira que rentabilize 0,7% ao mês líquido de taxas e impostos, rende exatamente os R$ 300.
Se você já faz um orçamento doméstico, já conseguiu baixar todas as outras despesas fixas, como conta de Internet, tarifas bancárias, mensalidade de academia, restaurantes, combustível, manutenção de carro, viagens; talvez seja hora de atacar a “última fronteira dos grandes gastos”: compras de mercado. Você sabe quanto gasta por mês comprando carne, frango e peixe? Quanto isso representa de seu orçamento doméstico? É preciso saber.
E não só saber: controlar e limitar os gastos, bem como racionalizar e planejar o consumo, da maior quantidade possível de itens. Só assim você efetivamente conseguirá fazer sobrar dinheiro todo mês com essa despesa importante de seu orçamento doméstico.
Controlar os gastos com mercados dá um enorme trabalho, já que os preços das compras são pulverizados em centenas de itens, você precisa memorizar os preços de vários e vários itens etc., mas a economia gerada com as estratégias de compras otimizadas compensa largamente o trabalho extra que se tem.
pelo Banco Central por você mesmo no início do mês.
Considere duas dicas adicionais (bônus): DIY e atacarejos/clubes de compras.
DIY: faça você mesmo. Nessa semana recebi o email de uma leitora que disse que passou a fabricar alguns produtos em casa, tais como detergentes caseiros, e assim, conseguiu economizar um bom dinheiro.
Supermercados: a “última fronteira” dos gastos mensais
Para muita gente, os gastos com supermercados representam a “caixa de Pandora” do orçamento doméstico. Ou seja, você sabe que gasta bastante com essa categoria de despesas, mas não sabe exatamente os motivos pelos quais gasta tanto.De fato, dependendo do tamanho de sua família, e do tamanho de sua renda familiar, os gastos mensais com comida, produtos de limpeza, higiene pessoal etc., podem variar de 10% a 30% (ou mais) do orçamento doméstico.
Não tenho dúvidas em afirmar que os gastos com mercados
representam uma das maiores despesas anualizadas de qualquer orçamento
doméstico, e, portanto, ele deve ser objeto de rigoroso controle. Ele
foi listado, inclusive, como a quarta maior categoria de despesa
anualizada, nesse post aqui. Logo, controlar as despesas com mercados é estritamente necessário. Mas como realizar esse controle de modo eficiente?
Abordarei nesse artigo 7 dicas que funcionaram – e ainda funcionam – muito bem para mim, no controle dessa importante despesa mensal.
Utilizadas em conjunto, essas dicas fizeram com que eu
conseguisse baixar a despesa mensal com essa categoria de gastos em mais
de 30%. Utilizar essas dicas lhe permitirá também ter bastante sucesso
na efetiva baixa dessa despesa mensal que consome tanto da renda das
famílias brasileiras. Vamos lá!?
1. Memorize os preços de referência
Você sabe quanto custa o quilo do tomate? E o preço de um
ovo? Um maço de alface crespo custa quanto? O que é mais barato: comprar
um galão de 3 litros de água sanitária por R$ 3,99, ou um galão de 5
litros vendido por R$ 6,25?
Já dizia Mauro Halfeld que tudo o que é medido é mais bem controlado,
e você não terá sucesso em baixar os gastos com supermercados se não
souber se aquilo que está comprando, pelo preço que está pagando, é caro ou barato.Um produto será caro ou barato se houver um preço de referência para ele. Ou seja, a análise será necessariamente comparativa.
Essa é a dica mais importante em se tratando de economia doméstica no mercado, porque é a partir dela que derivam todas as demais dicas: você precisa saber os preços de referência. Você precisa memorizar e ter na cabeça e no papel os números exatos daquilo que você costuma comprar no mercado.
Quanto mais preços de referência você memorizar, mais eficientes serão suas economias com supermercados. Cada centavo conta, literalmente, pois 25 centavos a menos a menos aqui, R$ 1,40 a menos ali, R$ 2,33 economizados em outro canto, no final das contas, resultarão em milhares de reais economizados ao final de um ano inteiro de compras em supermercados.
Repito: cada centavo conta. Se no Assaí o preço médio do iogurte Danone 900g está saindo por R$ 7,98, e no Extra o mesmíssimo produto está saindo por R$ 9,27; e você costuma tomar um iogurte desses por semana, ao final de 52 semanas, você terá economizado R$ 67,08, se você fizer a compra desse item no local mais barato.
Centavos economizados regularmente viram, ao final de um ano, dezenas de reais. E dezenas de reais economizados com diversos produtos viram, também no final de um ano, centenas, e talvez até milhares de reais.
Normalmente, só costumamos prestar mais atenção nos itens individualmente mais caros: o preço da alcatra; o preço do pacote de sabão em pó; o custo de uma bandeja de tilápia etc. Mas é fundamental, se você quiser baixar os gastos com mercados, saber os preços de referência da maior quantidade possível de itens.
2. Habitue-se a novos locais de compra
Essa é a parte chata da nova estratégia de gastos em supermercados: você não conseguirá fazer todas as compras num único mercado. É bem provável que você tenha que circular por 3 a 5 mercados para conseguir fazer uma lista de compras decente a preços mais baixos. Vale a pena?Na minha experiência pessoal, sim: o inevitável aumento de gasto de tempo, indo a mais mercados, acaba sendo compensado pelas economias geradas encontrando os produtos mais baratos nos supermercados mais baratos.
Com o tempo, e com o aprimoramento de suas pesquisas, você vai conseguindo detectar certos “padrões” de economia: o supermercado “x” é o melhor para comprar carnes e frangos; o supermercado “y” tem os produtos de limpeza mais em conta; as frutas e legumes valem mais a pena serem compradas no supermercado “Z”, e assim por diante.
Ruim? Não necessariamente. Como eu já disse num texto clássico do blog, o ótimo é inimigo do bom. O ideal seria que todos os produtos mais baratos fossem concentrados num só supermercado; mas essa solução “ótima”, se é boa em termos de economia de tempo, não é assim tão positiva em termos de economia de dinheiro. Pense e pondere: a economia de tempo comprando tudo num só lugar justifica o excesso de dinheiro que você estará gastando ao abdicar de comprar mais barato, em diferentes locais?
Por outro lado, o aumento do gasto de tempo também tem seus limites: por exemplo, não valeria a pena ir para o supermercado que fica do outro lado da cidade apenas pra comprar duas caixas de sabão em pó em promoção.
Nem 8, e nem 80 e, por isso, fique no meio termo: selecione
uma quantidade limitada de supermercados para fazer suas compras, e
atenha-se a eles.
3. Aproveite os panfletos e os encartes. Não os ignore.
Ao chegar no supermercado, pegue o encarte das promoções. Se você estiver dirigindo pela cidade, e alguma pessoa na rua com a camisa do supermercado estiver distribuindo os panfletos enquanto o sinal estiver vermelho, aproveite para pegar um desses encartes.Não desperdice essas oportunidades de economizar ainda mais, pois pode ser que o produto que você já estava planejando comprar, ao ir naquele supermercado sabidamente mais barato, pode estar ainda mais barato.
Audaces fortuna juvat – “A sorte protege os audazes” já diria Virgílio, em tempos de outrora. O que Virgílio não imaginava era a existência de audazes até em locais insuspeitos como… supermercados……rsrsrs
Só tome cuidado com as datas de validade, principalmente as dos produtos perecíveis. Uma vez, fiquei tentado a comprar uma caixa de 1 litro de leite desnatado que estava no encarte de uma dessas promoções, e, ao me dirigir ao setor respectivo do supermercado, estranhei ao ver literalmente dezenas e mais dezenas de caixas amontoadas, todas embaixo de um cartaz anunciando em letras garrafais vermelhas o preço promocional do dito cujo.
O produto não estava tendo saída? Não. Motivo: data de validade muito próxima.
É certo que muitos produtos dos panfletos não ficam próximos da data de validade: isso é mais comum de ocorrer com produtos que não estão anunciados no encarte, mas que têm certo destaque dentro do mercado.
Alguns mercados, inclusive, alertam os motivos pelos quais certo produto está sendo comercializado a preço mais barato, em função da proximidade da data de validade:
4. Troque os líquidos pelos sólidos
O sabonete líquido é prático e muito bom, mas também é muito caro.O shampoo líquido também é muito bom, mas igualmente é muito caro. Condicionador, assim como o Frugal Simples disse certa vez no blog dele, sinceramente não sei pra quê serve…rsrs 😆
A solução? Troque os líquidos pelos sólidos. Compre sabonete em barra; compre shampoo em barra. Eles são tão bons quanto os líquidos, mas duram bem mais – além de serem, obviamente, mais baratos.
Talvez essa máxima não se aplique aos produtos de limpeza:
por exemplo, trocar o sabão em pó líquido pelo sólido talvez não redunde
numa economia significativa. É preciso fazer os testes em casa, e ver
qual solução é a mais recompensadora do ponto de vista financeiro.
5. Faça estoques com produtos super baratos com prazo de validade compatível
O amaciante de roupas que você costuma comprar está com 70% de desconto? Leve o máximo que puder.Não titubeie: quando avistar um produto, que você costuma comprar de modo recorrente, com um super desconto, leve o máximo que puder, a fim de maximizar as economias com esse item, levando-se em consideração: (a) o prazo de validade e (b) a capacidade física de armazenamento desse produto (aspecto importante no caso de geladeiras).
Um exemplo pessoal: no começo desse ano, o quilo do peito de frango sassami estava, numa promoção de encarte, saindo por 40% a menos do que o preço normalmente praticado. Quarenta por cento!
Antes de ir fazer a “rapa” no mercado, eu olhei para o freezer da geladeira, e fiz um cálculo pormenorizado de quantas bandejas de frango caberiam ali. O resto é história….rsrsrs 😆 (depois dessa história, fiquei avaliando se não era o caso de comprar um freezer do tamanho de uma geladeira pra fazer um estoque maior, aceito sugestões na caixa de comentários….rsrs).
Mas você vai ficar enjoado de tanto comer frango! – diriam alguns.Minha resposta:
Eu fico enjoado é de perder dinheiro!
6. Compre o mais barato possível, se isso não lhe incomodar
“Gosto é gosto, e isso não se discute”, já diz o ditado popular, mas, no caso de certos itens de compras no mercado, eu vou direto para o produto o mais barato possível. Arroz, feijão, óleo, macarrão, guardanapo, papel-filme, creme de leite, desinfetante etc., eu não faço questão de marca: vejo aquele pacote que está mais barato, e vou direto nele.Muitos diriam que essa dica #6 seria até óbvia, afinal, se é para economizar, você deve comprar o mais barato possível, não é mesmo?
Não. O problema é que muitas pessoas têm vergonha de comprar o produto mais barato, ou de ir no mercado mais barato. Elas criam travas mentais para si mesmas, e não “admitem” comprar um produto mais barato, achando que isso pode lhe trazer algum tipo de prejuízo.
É certo que em alguns casos o produto mais barato pode estar com data de validade próxima, como destacado acima, mas é preciso romper com essa verdadeira “mentalidade de classe média” achando que é preciso “comprar como rico”. Aliás, muito pelo contrário: eu já disse aqui no blog que os milionários têm como hábito justamente o de pechinchar e otimizar seus gastos diários, o que inclui, obviamente, os gastos com supermercados (post aqui). Na blogosfera financeira, temos inclusive o exemplo real de um milionário – o Frugal Simples – que adora uma pechincha em supermercado. 😉
Existe uma tática para conhecer os produtos mais baratos: em geral, eles não estão na altura dos seus olhos, ou seja, eles costumam estar na parte inferior das prateleiras, exigindo que você se agache para localizá-los – que faça um esforço adicional para localizá-los (estratégia pura de marketing dos supermercados, lei do menor esforço para produtos mais caros ou que o mercado quer que você compre; lei do maior esforço para produtos mais baratos).
Outra alternativa é, no olhômetro, buscar onde estão as
prateleiras mais vazias: onde restarem só quatro ou cinco itens daquele
produto, é precisamente ali que estará o produto mais barato – e que vai
esgotar mais rapidamente (aliás, já está se esgotando).
Substitua marcas caras por marcas mais baratas; aliás, os próprios
supermercados costumam fabricar alguns produtos que, obviamente,
apresentam um preço mais em conta.Agora, para outros itens, eu já prefiro comprar qualidade, relevando o preço a segundo plano.
Um exemplo clássico são algumas frutas, verduras e legumes, que eu prefiro comprar em feira livre, do que em mercados. É uma luta conseguir encontrar tomates não machucados ou alfaces não murchas em mercados; em feiras, tais produtos são mais frescos e em melhores condições, embora mais caros, sendo que ainda é possível negociar preços com os feirantes. Nesses casos, eu vou pela qualidade.
Novamente aqui aplico a âncora mental do ótimo é inimigo do bom: o ótimo seria comprar tudo, absolutamente tudo, o mais barato possível; mas, nesses casos, eu prefiro a solução “boa” (comprar produtos melhores a preços ainda que mais caros eventualmente) do que a solução “ótima” (tudo mais barato).
7. Produtos perecíveis exigem um planejamento semanal
Além de conhecer os preços de todos os produtos que você vai consumir; é preciso conhecer os seus hábitos de consumo acerca desses mesmos produtos. Objetivo? Evitar o desperdício.Que atire a primeira banana quem nunca comprou um cacho de bananas que, após uma semana, não conseguiu aproveitá-las todas. Você já viu um pão francês ficar inutilizável após comprar seis ou sete? Ou um pote de requeijão ficar com um resto inutilizável após ficar meses adormecendo em berço esplêndido na geladeira?
“Conhece-te a ti mesmo”, já dizia o provérbio popular; mas, mais importante do que isso é conhecer seus próprios hábitos de consumo, em termos temporais, a fim de evitar gastos desnecessários de dinheiro com sobras de comida inaproveitáveis.
Dinheiro economizado é dinheiro no bolso
Racionalizar, controlar e baixar as despesas mensais com mercados lhe dará um benefício tangível imediato: dinheiro. E, a médio e longo prazo, te fará ter muito dinheiro.Quem gastava, em 2016, uma média de mil reais mensais com mercados e, com as dicas acima enumeradas, conseguir baixar a despesa mensal para R$ 700, irá ter R$ 300 a mais todo mês para investir.
Para você conseguir ter R$ 300 a mais todo mês, apenas como fruto de investimentos financeiros, seria preciso ter um capital de aproximadamente R$ 43 mil, pois esse capital, numa aplicação financeira que rentabilize 0,7% ao mês líquido de taxas e impostos, rende exatamente os R$ 300.
Se você já faz um orçamento doméstico, já conseguiu baixar todas as outras despesas fixas, como conta de Internet, tarifas bancárias, mensalidade de academia, restaurantes, combustível, manutenção de carro, viagens; talvez seja hora de atacar a “última fronteira dos grandes gastos”: compras de mercado. Você sabe quanto gasta por mês comprando carne, frango e peixe? Quanto isso representa de seu orçamento doméstico? É preciso saber.
E não só saber: controlar e limitar os gastos, bem como racionalizar e planejar o consumo, da maior quantidade possível de itens. Só assim você efetivamente conseguirá fazer sobrar dinheiro todo mês com essa despesa importante de seu orçamento doméstico.
Controlar os gastos com mercados dá um enorme trabalho, já que os preços das compras são pulverizados em centenas de itens, você precisa memorizar os preços de vários e vários itens etc., mas a economia gerada com as estratégias de compras otimizadas compensa largamente o trabalho extra que se tem.
Conclusão
Quem nunca fez um orçamento doméstico certamente se
surpreenderá com a porcentagem dos gastos destinados a supermercados:
ela normalmente é maior do que muita gente imagina.
E isso ocorre por um motivo bastante simples: são gastos
frequentes e recorrentes de compras de itens individualmente pequenos. É
um pacote de Pilão de R$ 4,99 aqui; é uma polpa de frutas de R$ 0,79
ali; é um guardanapo de R$ 2,57 acolá; é um quilo de tomate de R$ 4,50
ali; e assim por diante.
Individualmente considerados, os itens que compõem uma
despesa de mercado são, em sua maioria, pequenos, imperceptíveis, quase
insignificantes – à exceção, via de regra, das carnes, frangos e peixes
(ou seja, proteína animal), e dos produtos de limpeza e higiene pessoal.
Se você costuma fracionar suas compras de mercados indo aos
Extras, Assaís, Walmarts, Mercadoramas, Angelonis, Guanabaras, e Pães de
Açúcares da vida de duas a três vezes por semana, intercaladas com idas
esporádicas à padaria pra garantir aquele pão francês de última hora (e
mais uma coisinha que faltou), você então terá várias compras sendo
lançadas ao longo do mês de valores que provavelmente variam de R$ 7,28
(padaria) a R$ 405,27 (um final de semana mais abastecido e parrudo num
mercado).
Mas é preciso olhar o conjunto. Não basta ter o controle das despesas de supermercados, lançando-as na planilha de gastos: é preciso ir além, e ter a sensação
de controle, estabelecendo um limite máximo de gastos para essa
categoria de gastos, e fazendo de tudo para que os gastos efetivos
fiquem dentro da meta estipulada Considere duas dicas adicionais (bônus): DIY e atacarejos/clubes de compras.
DIY: faça você mesmo. Nessa semana recebi o email de uma leitora que disse que passou a fabricar alguns produtos em casa, tais como detergentes caseiros, e assim, conseguiu economizar um bom dinheiro.
E por quê não? Toda economia valerá a pena; e agir
assim não é importante apenas pelo caixa mais parrudo que você faz ao
economizar dinheiro, mas principalmente pela mentalidade frugalista que
você cria ao adotar um estilo de vida mais minimalista.
Além disso, reflita também sobre a possibilidade de fazer
compras em atacarejos/clubes de compras; que vendem produtos em grandes
quantidades, mas a preços de referência menores.
Nos EUA, a Costco é muito lembrada nesse segmento de compras
baratas. No Brasil, não temos nenhuma marca equivalente – talvez o Sams
Club é o que mais se aproxime. Mas não custa você dar uma espiada e
fazer um teste, pra ver se financeiramente compensa, já que é preciso pagar uma anuidade em alguns desses locais para ter direito de fazer compras.
Uma coisa é certa: executar um planejamento detalhista
é essencial para reduzir os custos com gastos em supermercados. As
dicas acima enumeradas certamente tomarão mais tempo de você, mas, vai
por mim: a economia que essa estratégia lhe dará superará com folga os
eventuais custos adicionais em termos de gastos de tempo e de energia.
Supermercado é uma coisa que vai te acompanhar pelo resto de
sua vida, então, nada mais natural do que tornar os gastos nessa
categoria do orçamento doméstico mais eficientes, não é mesmo? 😉
E você? Tem mais alguma dica de como economizar com supermercados?
FONTE: http://www.valoresreais.com/2017/06/19/7-dicas-para-baixar-os-gastos-mensais-com-supermercado-em-mais-de-30/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+ValoresReais+%28Valores+Reais%29
segunda-feira, 21 de maio de 2018
DECISÃO DA JUSTIÇA FEDERAL RECONHECE “REVISÃO DA VIDA TODA” GARANTE REAJUSTE DE 33% PARA APOSENTADO DO INSS
Publicado em Vera BatistaServidor
A Justiça Federal do Rio de Janeiro garantiu de forma
definitiva, após transitar em julgado, a revisão da aposentadoria de 33%
para um inativo carioca, além de R$ 53 mil em atrasados. A ação é
chamada de “revisão da vida toda”
A Justiça Federal reconheceu o direito de um aposentado ter o
benefício do INSS corrigido pela chamada “revisão da vida toda”. A
decisão da Terceira Turma Recursal do Juizado Especial Federal do Rio
garantiu correção de 33,88% do benefício mensal e transitou em julgado,
ou seja não cabe mais recurso por parte do INSS.
Essa revisão considera as maiores contribuições feitas antes de julho
de 1994 e não só a média das 80% maiores após a criação do Plano Real.
No caso, o aposentado Ronaldo Cardoso Castro, de 59 anos, terá seu
benefício reajustado, passando de R$ 2.103,64 para R$ 2.816,41. Ele
também receberá atrasados de R$ 53.573,80.
“Cada vez mais a Justiça tem aumentado a esperança para aposentados
terem recalculados seus benefícios, incluindo contribuições que o INSS
não considerou, dando a chance de melhora mensal do benefício e direito a
atrasados nos últimos cinco anos”, avalia o advogado responsável pelo
caso, Murilo Aith, sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados.
No caso, o aposentado – que continua no mercado de trabalho como
industriário -, se aposentou em 2011 de forma proporcional. Na época, o
INSS só considerou as contribuições feitas a partir de julho de 1994,
ano que determina a lei no cálculo inicial. A limitação causou prejuízo
ao segurado, pois havia contribuído com valores maiores que aqueles
feitos quando entrou em vigor a lei que limita as revisões.
Na decisão, que não cabe mais recurso, o juiz Guilherme Bollorini
Pereira, relator da Terceira Turma Recursal do Juizado Especial Federal
do Rio de Janeiro, considerou que o segurado do INSS foi prejudicado
pelo cálculo do INSS e determinou a correção do benefício e o pagamento
de atrasados, que devem sair em 60 dias.
De acordo com o juiz, na decisão, a mudança da lei – que altera o
cálculo feito sobre a média aritmética dos 36 últimos salários de
contribuição, em um universo máximo de 48 meses, para só então incidir
um percentual que se levava em conta o teto do INSS, para a que estipula
a média dos 80% maiores salários de contribuição – não se aplicaria ao
segurado. “O problema é que, com essa nova disposição, criou-se uma
divisão que, a meu ver, é inconstitucional, pois, a partir de então, há
os segurados que terão garantido o cômputo de todo período contributivo
para fazer incidir as regras de cálculo, e aqueloutros, que, mesmo
podendo ter contribuído em valores maiores que antes de julho de 1994,
estes serão desprezados, em evidente prejuízo na hipótese aludida”,
escreveu o juiz na sentença.
O magistrado também entende que o aposentado deve ter a opção do
melhor benefício, prevista em lei. “Concluo, assim, que a regra prevista
no Art. 3º da Lei 9876/99 deve ser interpretada no sentido
constitucional, ou seja, de que ao segurado deve ser dada a opção pelo
melhor benefício após a feitura dos cálculos tanto pela regra prevista
no Art. 3º, quanto pela do Art. 29 da Lei 8.213/91”.
Fonte: http://blogs.correiobraziliense.com.br/servidor/decisao-da-justica-federal-reconhece-revisao-da-vida-toda-garante-reajuste-de-33-para-aposentado-do-inss/
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